Autor: Victor

Como utilizar OKRs e Scrum para aumentar a produtividade

Agilidade nos processos, maior qualidade dos produtos ou serviços e com o máximo possível de produtividade na gestão de projetos são as marcas registradas das empresas de tecnologia do Vale do Silício, entre muitas outras, que adotam metodologias de gerenciamento diferentes das tradicionais como OKRs e Scrum.

Neste post, você vai entender um pouco mais sobre cada método e como eles podem beneficiar sua empresa, tendo como exemplo os benefícios que eles nos causaram.

O que são OKRs?

Sigla do inglês Objectives and Key Results, OKRs é o nome de uma metodologia de gestão de projetos muito eficaz que permite definir objetivos claros que serão realizados através de metas colaborativas que serão mensuradas regularmente por indicadores-chave de performance (KPIs) . 

  • Objetivos: são realizações futuras planejadas pela empresa. Os objetivos devem ser comunicados às equipes de forma sucinta, clara e direta. Além de motivar resultados (que são sempre possíveis). Aqui no Marketagem, por exemplo, um dos objetivos é ser referência na formação de profissionais de Marketing Digital. Esse objetivo fica bem visível para todos e junto com ele ficam os key results para chegar lá. 
  • Resultados-chaves: são as metas para transformar objetivo em realidade. Elas precisam ser claras, diretas, viáveis e terem prazo. Aqui no Marketagem, por exemplo, um dos OKRs é publicar 1 conteúdo novo no blog 1 vez por semana (que é um dos resultados-chave do objetivo ser referência).  
  • KPIs: sigla de Key Performance Indicator que significa em português indicadores-chave de performance. Ou seja, poucas métricas indispensáveis para avaliar como o que realmente importa está performando. Então os KPIs variam de acordo com os objetivos e resultados-chave e servem para manter o foco na hora de mensurar. 

Ciclo dos OKRs

  • Objetivos táticos: 3 meses. Como são objetivos ligados ao operacional devem ser mais rápidos de serem atingidos pelas equipes. 
  • Objetivos estratégicos: 1 ano. São aqueles mais complexos (estabelecidos por CEOs ou diretoria) que foram quebrados em vários táticos para serem executados com metas viáveis de serem atingidas. Por isso o ciclo é mais longo. 

Características da metodologia OKR

  • Foco nas prioridades e comprometimento
  • Trabalho em equipe mais integrado por ser totalmente alinhado com os objetivos-chave definidos
  • Setores completamente conectados entre si e com os objetivos estratégicos (estabelecidos por partes nos OKRs)
  • Monitoramento constante da evolução de cada meta (as que não começarem a gerar resultado no prazo de uma ou duas semanas podem ser corrigidas antes de finalizar o ciclo)
  • Motivação (OKRs são capazes de fazer as pessoas se superarem e ainda motivam o trabalho em equipe) 
  • Mensuração por KPIs 
  • Permite rastrear responsabilidades 
  • Gestão colaborativa
  • Aumento na produtividade

O Google e os OKRs

Embora seja usado por inúmeras empresas modernas, os OKRs ficaram mundialmente famosos principalmente com o exemplo do Google, que os adota desde 1999, graças a John Doerr (que até lançou o livro ‘Avalie o que importa’ sobre o poder da metodologia em 2019). 

O crescimento expressivo do Google nas últimas décadas é fruto de diversos fatores. 

Mas, sem uma gestão eficaz com objetivos bem definidos de forma clara e a avaliação contínua de resultados-chave de toda a equipe, isso não seria viável. 

Então sem OKRs, isso  poderia até acontecer, mas demoraria muito mais. 

Só para você ter uma ideia, o maior buscador do mundo tem mais de 85 mil colaboradores (dados mais recentes de 2018). 

Mas, há 20 anos quando começou a implantar os OKRs, ainda era uma empresa com menos de 50 pessoas. 

Apesar de o Google ter virado referência no assunto, a verdade é que quem criou mesmo os OKRs foi Andy Grove. 

O que ocorreu, nos anos 70, quando ele liderava a operação da Intel. 

Como Doerr conta em seu best-seller, o sistema de gestão por objetivos e resultados-chave tem como base o princípio da Administração por Objetivos e Autocontrole (Peter Drucker – anos 50).  

Definição de OKRs

Umas das melhores definições são as de John Doerr que foi responsável pela implementação de OKRs no Google: “é um protocolo colaborativo de definição de metas para empresas, equipes e indivíduos.” Ou então: “uma metodologia de gestão que ajuda a garantir que a empresa concentre esforços nas mesmas questões importantes em toda organização”. 

O que é Scrum?

Indispensável para gestão de projetos de alta performance, o Scrum permite entregas contínuas e de valor aos clientes devido a maior agilidade nos processos. 

Inicialmente essa metodologia era apenas um framework para desenvolvimento de softwares extremamente ágil. 

Mas, com o passar dos anos, empresas dos mais variados segmentos e diferentes portes descobriram que o Scrum poderia aumentar a produtividade delas também.   

O que significa Scrum? Bom, essa palavra pequena e forte saiu direto do campo de rugby. 

É o nome da formação em que os jogadores se unem fazendo um bloco e assim conseguem ir avançando no campo rumo ao objetivo (fazer conversões, por exemplo, que é uma das formas de pontuar). 

Já no mundo empresarial, o Scrum é a metodologia ágil que permite cada colaborador usar suas competências, de forma integrada ao resto das equipes, para assim alcançar os objetivos em comum

Como funciona o Scrum na gestão de projetos 

Toda a metodologia conta com a colaboração do Product Owner (cliente) que participa informando o que é prioritário (features) ao Scrum Master (quem está à frente do Time Scrum que é formado pelas equipes de trabalho). 

Ele é responsável ainda por orientar todos os integrantes a realizarem as melhores práticas para agilizar o projeto e assim fazerem entregas contínuas de valor ao Product Owner. 

  • Sprint: também importada da gestão de projetos em programação, a palavra em inglês significa arrancada. Ou seja, é o ponto de partida dos projetos que se repete a cada mês ou 15 dias (dependendo do ciclo definido pela empresa).
  • Product Backlog: reúne os features (prioridades definidas pelo Product Owner naquele Sprint). Cabe ao Scrum Master criar tarefas para o Time Scrum no Sprint Backlog a partir deles. O que é fundamental para as entregas de valor contínuas.
  • Sprint Backlog: é uma lista de tarefas com base nas prioridades do Product Owner que devem ser executadas por cada integrante do Time Scrum em um prazo determinado. Cada Sprint tem o ciclo de até 4 semanas então as atividades precisam ser delegadas com prazos que permitam todos os colaboradores as executarem até o fim do Sprint.  

Características do Scrum

  • Maior agilidade na gestão de projetos
  • Entregas de valor contínuas ao cliente (o que agrega encantamento e satisfação)
  • Reduz consideravelmente os impactos dos gargalos na produção e ajuda a preveni-los
  • Sprints com duração de no máximo 1 mês
  • Serviços ou produtos com mais qualidade
  • Gestão de projetos com menos riscos
  • Facilita analisar o progresso do projeto como um todo 
  • Empresa mais proativa
  • Aumento da produtividade 

Por que Scrum e OKRs podem ajudar na produtividade

Embora com formas diferentes de execução, Scrum e OKR têm o mesmo objetivo: garantir entregas de valor ao cliente por meio de uma gestão de projetos mais ágil  com trabalho em equipe mais efetivo. 

O que pode ser potencializado com a associação das duas metodologias. 

Vale lembrar que o Scrum trabalha com as prioridades do Product Owner, mas não inclui a definição de metas claras para o time. 

Portanto a implementação de OKRs pode complementá-lo agregando ainda mais entregas de valor ágeis e contínuas. E ainda motivando o time. 

Como isso nos ajudou a elevar nossa produtividade

A primeira coisa que fizemos foi parar um tempo para definir uma estrutura base para o nosso quadro de OKRs. Os nossos 04 grandes objetivos para o ano foram:

  1. Ser referência em Marketing Digital em Niterói
  2. Ser parceiro de instituições de ensino do Rio de Janeiro
  3. Impactar a vida profissional das pessoas
  4. Ser referência em formação de profissionais em Marketing Digital

Você possivelmente deve estar pensando: “Nossa, esses objetivos são muito abertos”. Mas é aí que você se engana. Esses 4 objetivos são justamente o foco de tudo que faremos em 2019 (até que vejamos que algum OKR foi mal pensado ou seja alterado por outro).

Dentro de cada uma dessas caixas, quebramos os objetivos em várias metas, sendo umas mais fáceis e outras bastante ousadas.

Os OKRs geralmente são pensados para extrair o máximo de produtividade e criatividade da equipe, através de autonomia e identificação com os objetivos pensados.

Tendo essas metas claras, partimos para a gestão e execução delas. Aqui utilizamos o Trello para monitorar e reportar qualquer tipo de coisa relacionada aos projetos em andamento e os projetos em fase de ideação.

Com o Trello organizado, temos uma visão muito clara de tudo que está em andamento, de quem depende, além de ter uma comunicação rápida e eficiente entre a nossa equipe.

E foi dessa forma que unimos os OKRs (formas como estruturamos nossos objetivos) ao Scrum (forma como executamos).

Conclusão

OKRs e Scrum são metodologias ágeis que vem revolucionando a gestão de projetos nas empresas nas últimas décadas. 

Com eficácia comprovada por grandes empresas como o Google, os dois métodos são indispensáveis para aumentar a produtividade elevando também a qualidade e agregando mais valor às entregas. 

A empresa que você trabalha já implementou SCRUM ou OKRs? Conte para a gente como as duas metodologias ágeis fizeram a diferença na gestão de projetos.

Victor Baptista

Fundador do Marketagem

Facebook ou Instagram: qual rede social usar no meu negócio?

Marcar presença digital nas mídias sociais é importante para criar mais conexão com seu clientes e possíveis consumidores, aumentando a consciência da marca (awareness) e alavancando vendas. 

Mesmo que existam várias possibilidades de redes e mídias sociais, os queridinhos dos brasileiros são mesmo Facebook e Instagram

E como quem usa as redes sociais comercialmente também já sabe disso, aí surge a dúvida: qual delas escolher para manter relacionamento com o público-alvo? 

E é justamente nisso que vamos falar hoje. 

Instagram

Fundado em 2010, nos Estados Unidos, pelo americano Kevin Systrom e o brasileiro Mike Krieger (Brasil é sinistro!), o Instagram originalmente era um aplicativo para publicação de fotos que oferecia filtros de edição rápida. 

Em menos de 2 anos, ele fez tanto sucesso que já tinha mais de 100 milhões de usuários ativos. 

E aí despertou o interesse de Mark Zuckerberg que comprou o aplicativo, em 2012, e não demorou a transformá-lo em rede social. 

Instagram está entre as redes sociais mais usadas do mundo

Em outubro de 2018, o aplicativo já tinha cerca de 1 bilhão de usuários ativos segundo os dados mais recentes divulgados pelo  Global Digital Report 2018

Já em nosso país, o uso dessa social media realmente não para de crescer principalmente entre jovens (o que é um fenômeno mundial) e mulheres. 

Embora esteja instalado em 65% dos celulares dos brasileiros de acordo a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box: Mensageria no Brasil, que foi divulgada em fevereiro de 2019, o Instagram está entre as mais acessadas.

Mas, ainda não tem a maior quantidade de usuários embora o mesmo estudo tenha revelado ainda que o grau de fidelidade ao app é grande (84% dos brasileiros que têm Insta o acessam diariamente ou quase isso).

Isso porque o Facebook continua liderando o ranking de redes sociais mais usadas em nosso país enquanto o Instagram é a 4ª rede social mais usada no Brasil. Já o YouTube ocupa a 2ª posição no ranking e o WhatsApp a terceira. 

Comportamento dos usuários no Instagram

  • Interagem com marcas na plataforma
  • Gostam de seguir celebridades 
  • Usam para ficar por dentro das novidades
  • Entendem Instagram como rede social para se divertir 
  • Gostam de descobrir no feed coisas e fotos alegres e surpreendentes
  • Compartilham ao menos 1 imagem semanalmente
  • Compartilham assuntos diversos nos stories

Instagram para empresas 

Nos últimos anos, essa rede social vem conectando marcas e pessoas de forma criativa, descontraída e que trazem bastante resultado. 

Segundo o Business Instagram, 80% das pessoas que têm conta seguem ao menos 1 empresa. 

Quer saber mais sobre publicidade online na rede social queridinha dos jovens e das brasileiras? 

Assista nosso webinar Fundamentos do Instagram Ads, com Caio Mattos.

Facebook

Fundada em 2004, pelo então universitário Mark Zuckerberg, na Universidade de Harvard (EUA), a maior rede social do mundo tem hoje 2,3 bilhões de usuários ativos de acordo com informações do Facebook. 

Além disso, o Brasil é o 4º país que mais usa a rede social, segundo o site Static, com 120 milhões de perfis ativos (julho/2019). 

O BR só fica atrás da Índia (com maior número de usuários), Estados Unidos e Indonésia.  

Para quem não se lembra, em seus primórdios, o Facebook era bem similar ao finado Orkut (que revela um pouco da minha idade rsrs). 

Mas, com o passar dos anos, ele foi ganhando vários recursos, como o botão Curtir (em 2009) e transmissões ao vivo (em 2015), só para lembrar alguns.

Facebook Ads 

Ao longo desses 15 anos de rede social, as empresas começaram a notar que era possível conquistar mais clientes por meio do Facebook e até mesmo aumentar a consciência da marca. 

Foi aí que começaram os investimentos em conteúdo para redes sociais que vão muito além das postagens. Isso porque envolve todo um processo que inclui:

Diante dessa nova realidade, nasceu então o Facebook Ads que é uma plataforma exclusiva para configurar anúncios online nas plataformas que são propriedades de Mark Zuckerberg (no caso Facebook e Instagram). 

Além de gerar novos negócios e aumentar o faturamento das empresas, a popularização do Facebook também colaborou para o surgimento de novas carreiras no Marketing Digital como Analista de Redes Sociais e até mesmo (pegando carona com o Google Ads) a função Analista de Mídias Paga.

Comportamento dos usuários no Facebook   

  • Usam a plataforma para fazer negócios
  • Consideram-se conectados quando estão usando o Facebook
  • Entendem a rede social como fonte de informação
  • Compartilham ao menos 1 conteúdo semanalmente

Melhores práticas para Facebook e Instagram

melhores práticas para Instagram e Facebook

O blog Facebook for Media disponibilizou algumas dicas de como produzir conteúdo para as duas redes sociais de Mark Zuckerberg.

Autenticidade, diversidade de formatos e frequência de publicação são os destaques.

Confira:   

  • A primeira recomendação é publicar vídeos somente com efeitos da própria plataforma e sem edições profissionais (porque não parece natural, o que dificulta criar conexão real entre influenciadores e seguidores). Ou seja, conversar de ser humano para ser humano é a dica oficial do Facebook e Instagram.

  • Conhecer seu público por meio de dados disponíveis tanto no Facebook quanto no Instagram é fundamental para oferecer conteúdo que faça sentido para eles. Em casos de lives, a recomendação é agradecer comentários e reservar o tempo final para responder dúvidas de quem participou com você. 

  • Faça postagens regularmente com conteúdos variados. Isso porque algumas pessoas podem preferir vídeos enquanto outras textos ou fotos. Além disso, Facebook e Instagram recomendam que os conteúdos tenham novidades.  

  • Também diversifique os formatos de conteúdo nos Stories, mas sem variar a frequência. Então a dica oficial é misturar fotos e vídeos. 

Instagram ou Facebook: qual rede social usar no meu negócio

Para responder essa pergunta, você precisa conhecer bem seu público-alvo

Isso porque será necessário criar formas interessantes e assertivas de se comunicar e se relacionar com ele. 

Facilita bastante no processo criar personas principalmente quando sua empresa tem um público bem variado que inclui, por exemplo, mulheres e homens de diferentes idades.

Então se parte é usuário assíduo do Facebook, as ações e estratégias precisam ser totalmente diferentes daquelas planejadas para os usuários fiéis do Instagram. 

Até porque o comportamento de uma mesma pessoa é totalmente diferente em cada social media.  

Conclusão

As redes sociais são estratégicas para aumentar a consciência da marca e também começar uma conversa com seu target criando assim oportunidades de estreitar relacionamento. 

Mas, antes de investir em mídias sociais, é importante realizar um estudo sobre seu target para marcar presença digital nas redes certas

Além disso, é preciso entender que em cada plataforma, as pessoas buscam experiências diferentes e por isso se comportam de formas distintas. 

Então se você tem um público-alvo jovem, por exemplo, o Instagram é indispensável para ajudar a criar conexão por meio de campanhas criativas e descoladas. 

Já se o seu público incluir também pessoas mais velhas, vale a pena ter uma conta no Facebook. 

Lá você poderá manter relacionamento e se comunicar de diferentes formas com pessoas dessa faixa etária. 

Mas, vale lembrar que dependendo do seu público, ter perfil nas duas redes sociais pode ser a melhor estratégia. 

Para ajudar a tomar esse tipo de decisão, é recomendado utilizar personas para orientar o conteúdo a ser distribuído nas redes sociais. 

Para nós do Marketagem, por mais que tenhamos presença no Facebook e no LinkedIn, o Instagram tem sido a plataforma com melhor resultado.

Enquanto para a Search Lab, o conteúdo traciona muito mais no LinkedIn. 

Isso acontece por conta de serem públicos completamente diferentes com hábitos diferentes.

As duas redes sociais combinam com o público-alvo da sua empresa? Conte para a gente quais ações para Facebook e/ou Instagram são cases de sucesso do seu negócio.

Webinar como rodar a sua estratégia de social media

Como usar Mapa de Empatia para criar personas

Empatia na medida certa nunca é demais.

Tanto que até mesmo no mundo do Marketing Digital ela é bem-vinda inclusive para quem produz conteúdo.

Isso porque uma das ferramentas para criar personas é o mapa de empatia (empathy map em inglês).

Ele serve como base para que a equipe de Marketing de Conteúdo, por exemplo, se coloque no lugar do cliente ideal para identificar seus comportamentos, pensamentos, sentimentos e até as influências que recebe de terceiros.

Ou seja, o mapa de empatia é arma poderosa para criar conexão com pessoas que você deseja que seja seu cliente e também com aquelas que já são. 

Quer adotar o empathy map também na sua empresa?

É bem simples. Você pode escolher entre a versão digital e física.

Sendo que essa última pode ser feita com papel e post-it.

Ou então em portas de vidro, mural, flip chart, lousas, etc.

Para facilitar sua vida,  ao fim deste post você encontra um modelo de mapa de empatia editável que nós aqui do Marketagem preparamos. 

Mas, qual a definição de empatia mesmo? 

Essa habilidade cada vez mais valorizada no mundo contemporâneo já é alvo de estudo da Psicologia há décadas.

De acordo com Carl Rogers, um dos precursores da Psicologia Humanista, empatia é um processo que apresenta diferentes facetas sendo uma delas o ato de penetrar no mundo perceptivo do outro sentindo-se em casa nele. 

Resumindo: empatia é tentar se colocar no lugar do outro observando as coisas do ponto de vista dele.

É um exercício de pensar como ele pensaria, sentir como ele sentiria, fazer como ele faria, e por aí vai… 

O que é mapa de empatia então?

canvas mapa de empatia

Empathy map é uma ferramenta para aprofundar o conhecimento de targets e prospects na criação de personas, no desenvolvimento de produtos, serviços ou novos negócios, entre outros. 

O objetivo é a equipe tentar se colocar no lugar do usuário ou consumidor.

No caso do Inbound Marketing, por exemplo, é para criar empatia com clientes atuais e potenciais para oferecer a eles conteúdos relevantes de qualidade em sites, blogs, e-mail marketing, entre outros.

Sempre de acordo com o funil de marketing e a jornada do comprador. O que  facilita muito a conexão entre pessoas e marcas. 

O que a ferramenta pode revelar

Para criar personas de orientação do conteúdo é preciso ir além do básico (perfil demográfico, classe social, salário, faixa etária e estado civil).

É necessário conhecer também comportamentos, hábitos, desafios, motivações, etc. E aí entra pesquisa de persona e principalmente o mapa de empatia que pode revelar informações valiosas como:     

E aí entra pesquisa de persona e principalmente o mapa de empatia que pode revelar informações valiosas como:     

  • O que a persona precisa fazer diferente?
  • O que a persona vê?
  • O que a persona diz?
  • O que a persona faz?
  • O que a persona ouve?
  • O que a persona pensa e sente? 

Empathy Mapping Canvas: o que mudou na nova versão?

O mapa de empatia foi criado pelo autor e empresário americano Dave Gray (CEO da X Plane e autor do livro Gamestorming: Jogos corporativos para mudar, inovar e quebrar regras) como uma ferramenta de design para colocar as pessoas no centro de todo o processo. 

Fez tanto sucesso que o modelo logo começou a ser usado em famosas universidades americanas como Harvard e depois em inúmeras organizações em todo o mundo.

Mas, a popularidade da ferramenta acabou levando, em alguns casos, a alteração da ideia original dela (lembra do telefone sem fio?).

Por esse motivo, Gray decidiu criar uma nova versão: o Mapa de Empatia Canvas que deixa evidente por onde começar o processo. 

Novidades da ferramenta para gerar empatia

  •  Inclusão do Goal: é por onde você deve começar já que é nesse item que você vai definir no lugar de quem a equipe está se colocando e também algo que precisa ser feito (um comportamento observável).   
  • Numeração: o passo-a-passo que as pessoas que vão participar do empathy map devem trilhar está destacado na nova versão da ferramenta.Tudo foi estrategicamente ordenado pelo criador para facilitar ser mais empático.  
  • Fenômenos que não podem ser observados estão dentro da cabeça: sentimentos, pensamentos, dores e ganhos podem apenas ser especulados por intuição, mas não podem ser de fato observados. Por esse motivo têm que estar dentro da cabeça e ser a última parte do mapa de empatia. 

Mapa de Empatia: como usar corretamente

Se você não tem a nova edição Canvas ou alguma outra versão online, vale a pena fazer manualmente mesmo.

O importante é seguir o passo-a-passo certinho. 

  1. Comece pelo tópico “Quem estamos tentando ter empatia”
  2. Siga para o item 2 “O que eles precisam fazer” 
  3. Prossiga sempre na ordem até o fim
  4. Quando você chegar dentro da cabeça (“o que pensa e sente”), é importante separar dores de ganhos e concluir com outros pensamentos e sentimentos possíveis. 

Segundo Gray, o criador da ferramenta, para conseguir ter empatia é preciso primeiro observar o que está no exterior para então ir entendendo aos poucos o que se passa no interior da pessoa. 

Kit de construção de personas

O início: fora da cabeça

1- Quem é a persona? 

O primeiro passo para começar a tentar criar empatia usando o mapa é responder quem é a pessoa que você está tentando criar conexão.

Diga em que situação ela está e qual seu papel nela

2- O que a persona precisa fazer? 

No segundo passo, é hora de se colocar no lugar da persona para responder:

  • O que ela tem que fazer de maneira diferente?
  • Quais decisões precisa tomar?
  • Que emprego ela deseja conseguir?

Além disso, nesta etapa, é preciso perguntar: Como a equipe de Marketing de Conteúdo saberá se a persona tem obtido sucesso nisso tudo?

3- O que a persona vê?

Esse é o momento de tentar responder com o que a persona faz contato visual. 

  • O que vê nos ambientes dos quais faz parte e os que frequenta?
  • O que ela enxerga ao seu redor ?
  • O que vê as pessoas fazendo e falando? 
  • O que tem assistido?
  • O que está lendo?
  • O que tem visto em anúncios? E nos lugares que compra? 

4- O que a persona diz?  

No passo 4 do Mapa de Empatia, é o momento de se questionar: O que a persona anda falando por aí?

A resposta irá envolver tanto o que a equipe já sabe por meio de monitoramento quanto imagina que diria.

5- O que a persona faz?

Essa é a fase que o time observa o comportamento dos consumidores que estão no target e tenta prever o que a persona faria. 

6- O que a persona escuta?

Esse é o momento de saber o que a persona está ouvindo dos amigos, dos parentes, dos colegas de trabalho, dos influenciadores digitais, etc.

E também imaginar o que poderiam escutar. 

 Parte final: dentro da cabeça 

7- O que a persona pensa e sente?

  • Dores: quais seus medos, preocupações, dúvidas e frustrações
  • Ganhos: quais são suas necessidades, desejos, sonhos e aspirações 

E para finalizar: quais outros pensamentos e sentimentos motivariam os comportamentos dessa pessoa?

Mapa de empatia facilita a criação de personas

mapa-de-empatia-e-personas

É juntando dados reais obtidos com pesquisa de persona e as respostas encontradas no mapa de empatia que é possível criar esses personagens semi ficcionais.

E assim realizar a segmentação do seu público-alvo com base nas etapas do funil e da jornada do consumidor.

O que facilita bastante a conexão entre pessoas e marcas. 

Então mesmo que você use uma automação para gerar personas, não está livre do processo de levantar informações comportamentais e dados previamente.  

Principais Informações para criação de personas

Observe como as respostas do mapa de empatia respondem vários itens do questionário abaixo: 

  • Quem é o seu cliente em potencial do ponto de vista comportamental, físico e socioeconômico? 
  • Que temas relacionados ao seu segmento, a persona poderia ter interesse? 
  • Quais hábitos e hobbies do seu cliente em potencial? Como é a rotina dele?
  • Quais os principais desafios que a persona precisa encarar? O que impede ela de conquistar o que deseja? 
  • Qual  grau de instrução? 
  • Como ele se informa? Em quais veículos de comunicação? Que tipo de notícias e informações?
  • Quais são suas motivações? O que pretende conquistar? Por que ainda não conquistou? 
  • Como nosso conteúdo pode ser útil para ajudar essa persona? 

Exemplo de mapa de empatia online

Nós aqui do Marketagem, elaboramos um kit para criação de personas que contém um modelo de mapa de empatia em brancol para você baixar e personalizar. Confira só.

E aí? Curtiu o post? Deixe sua opinião nos comentários e não esqueça de assinar a nossa newsletter para receber conteúdo exclusivo sobre Marketing Digital.


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